• Carolina Vivas

Safiras bicolor e multicolor: uma tendência ao natural

Atualizado: Abr 18

O uso de tratamentos para modificar a cor das safiras está tornando às naturais e não tratadas em pedras raras e mais valorizadas.


  1. Azul: o tom tradicional

  2. Safiras fantasia: um espetáculo de cores

  3. Uma tendência ao natural

Foto: Safira da Colômbia | Cortesía do Oscar Bautista


Azul: o tom tradicional


As safiras pertencem ao grupo do corindo, categoria que até agora compartilham com os rubis. Na escala de Mohs, têm uma dureza de 9.0 em 10, classificando-se logo abaixo dos diamantes e acima das esmeraldas.


A cor mais apreciada tem sido o azul. As mais valorizadas são as de Caxemira, das quais se diz que já se esgotaram. Devido à sua alta qualidade e raridade, qualquer achado no mercado costuma ser bastante caro.


As Safiras da Birmâmia (atualmente Myanmar) têm sido historicamente importantes, assim como as do Ceilão, um nome antigo do Sri Lanka atual. Os tons que mais gostam são o azul puro e o azul centáurea, que tem um tom violeta muito suave.


Safiras fantasia: um espetáculo de cores


Mas nem todas as safiras são azuis, existe também a categoria "Fancy" ou "Fantasia" que agrupa todas as que são de outras cores. Dentro desta, as mais procuradas são as famosas Padparadcha, em cuja coloração é possível apreciar a mistura do rosa com o laranja. A melhor qualidade pode alcançar preços semelhantes a outros corindo ou esmeraldas de alto valor.

Foto: Safira da Colômbia | Cortesía do Oscar Bautista


Entre outras cores estão o amarelo, azul, verde, laranja, rosa e lilás. Podem ser encontradas sozinhas ou misturadas. Se dois tons forem encontrados na mesma pedra, é chamada Safira Bicolor. Se tiver mais de duas cores, então é uma Safira Multicolor. Quando o verde e o azul estão presentes, chama-se Safira Parti.


Fotos: Safiras da Colômbia | Cortesía do Oscar Bautista


Uma tendência ao natural


Frequentemente, as safiras são submetidas a tratamentos para intensificar a sua coloração ou para dissimular as inclusões; assim, os comerciantes esperam obter um pagamento maior por elas.


Hoje o mercado está saturado de pedras tratadas. Isto faz com que as safiras não tratadas sejam consideradas raras e que se estejam a pagar preços consideravelmente mais altos para obtê-las, porque a sua naturalidade é escassa.

Foto: Safira da Colômbia | Cortesía do Oscar Bautista

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